Empréstimo do RS junto ao Bird é negado pelo STF

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de empréstimo de US$ 1 bilhão do Estado do Rio Grande do Sul ao Banco Mundial (Bird).

 

A permissão foi negada pela Secretaria do Tesouro Nacional porque o Poder Judiciário e o Ministério Público gaúcho não teriam conseguido se adequar aos limites definidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em relação aos gastos com pessoal.

 

O discurso da governadora Yeda Crusius para justificar o empréstimo é semelhante ao que ouvimos aqui em Alagoas – o dinheiro é imprescindível para firmar um “novo ciclo de desenvolvimento” no Estado e será utilizado para formar um fundo financeiro que facilite o pagamento de dívidas, o que permitiria sobra de recursos para investir.

 

Crusius entrou com agravo de instrumento para que a decisão seja revista e pediu urgência, já que o Bird fecha o orçamento anual no próximo dia 12 de maio.

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Tabuleiro ganhará loja do Atacadão

 

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico confirmou que a compra do terreno da Fives Lille, no Tabuleiro do Martins, pelo grupo francês Carrefour já está fechada. A empresa agora finaliza apenas questões legais para iniciar a construção de uma unidade de um supermercado da bandeira Atacadão no local no segundo semestre.

 

A primeira loja do varejista na capital alagoana demandará um investimento de R$ 30 milhões e a geração de 800 empregos diretos e indiretos. O Carrefour tenta iniciar sua atuação no Estado desde o ano passado, quando anunciou que abriria duas lojas, mas vem enfrentando dificuldades para encontrar áreas disponíveis em Maceió.

 

A compra do terreno da Fives Lille está concluída, mas até fechar o negócio houve uma pequena batalha judicial envolvendo questões trabalhistas.

 

A unidade Atacadão deve ser inaugurada este ano, mas a loja da marca Carrefour só deve ser aberta no ano que vem. A busca por terrenos ainda não acabou. O grupo pretende comprar uma área na parte baixa da cidade e próxima aos concorrentes G.Barbosa, Extra e Bompreço. É justamente aí que residem as dificuldades, pois essa região tornou-se alvo forte de especulação imobiliária. 

 

Juntos, os dois investimentos do Carrefour em Alagoas totalizarão R$ 60 milhões.

 

“Crédito consignado” para MPEs

 

O Sebrae planeja lançar ainda este ano as Sociedades de Garantia de Crédito, um mecanismo onde um grupo de micros e pequenos empresários alimentam um “fundo” num determinado banco para viabilizar financiamentos de seus projetos. 

 

A idéia é tornar o crédito mais barato e dar mais segurança aos bancos na hora de emprestar dinheiro numa espécie de “blindagem” contra a inadimplência.

 

A lógica das sociedades de garantia de crédito assemelha-se ao crédito consignado para a pessoa física. Se ocorrer alguma inadimplência o banco simplesmente usa o “fundo” do grupo de empresas.

 

O Sebrae entra na história para orientar e prestar assessoria técnica. Além disso, a entidade deverá ter, nos próximos 24 meses, R$ 30 milhões para investir nas Sociedades de Garantia de Crédito.

 

Hoje, já existem projetos-piloto no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e Paraná. 

Estados (com exceção de Alagoas) avançam no Prodetur

 

Desde que foi lançado o Prodetur Nacional que os governadores – principalmente, nordestinos – se articulam para ter acesso a recursos que financiem a maior carência do turismo regional, a infra-estrutura.

 

Ontem, o governo pernambucano recebeu o sinal verde do Ministério do Planejamento para ter acesso aos US$ 200 milhões do programa. Agora é só fazer as contas para ver se o empréstimo se encaixa nos limites do programa de ajuste fiscal do Estado e buscar a contrapartida de US$ 80 milhões.

 

Pernambuco criou dois pólos turísticos fora da área litorânea – Vale do São Francisco e região Agreste – e vai priorizá-los nessa terceira fase do Prodetur. É inevitável perguntar: o que Alagoas está fazendo para não perder, novamente, a chance de usufruir o programa?  

Ceconsud vai à luta

O novo dono da rede G. Barbosa, o grupo chileno Cencosud, prepara um plano de expansão para bater de frente com seus principais concorrentes, o Pão de Açúcar e o Carrefour.

Vêm aí novas lojas da bandeira sergipana em outros estados nordestinos. As primeiras devem ser inauguradas em Fortaleza e Recife. A meta é investir R$ 340 milhões na abertura de mais vinte lojas na região nos próximos dois anos.

Metade dos supermercados deverá ser inaugurada até o início de 2009. Três destas novas lojas ficarão em Aracaju, onde se concentra a maior parte da operação da rede varejista.

Serão mais de 60 lojas após a expansão, que serão a promessa de ampliação do faturamento da rede de R$ 2,2 bilhões para R$ 3 bilhões até o fim do próximo ano.

Os chilenos não estão mesmo para brincadeira. Vale lembrar que desde a aquisição do varejista sergipano o grupo já investiu mais de R$ 80 milhões na nova cria.

Governo diz que quer ajudar Fábrica Carmen

 

O quadro de crise da Fábrica Carmen já vinha sendo tema de diversos encontros entre o governo do Estado e dirigentes da tecelagem desde o ano passado. Sem conseguir honrar com os compromissos tributários, a companhia passou a correr o risco de perder os incentivos fiscais concedidos pelo Estado.

 

Segundo o superintendente de Logística da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Keylle Lima, no início deste ano, a administração da tecelagem – que agora é feita por um grupo de Pernambuco – foi chamada para discutir a questão da inadimplência e da possível perda dos benefícios previstos pelo Programa de Desenvolvimento Integrado do Estado de Alagoas (Prodesin).

 

“Propusemos que eles nos apresentassem um plano de recuperação e a contrapartida do governo do Estado seria dar todo o apoio necessário, inclusive com a manutenção dos incentivos e o parcelamento do débito de ICMS, que é bem volumoso”, afirma o superintendente.

 

Keylle Lima conta ainda que, ainda no final do ano passado, uma grande empresa do setor têxtil que atua no Sul do País – que hoje tem um contrato operacional com a Fábrica Carmen – tentou negociar com os proprietários o arrendamento da tecelagem.

 

“O grupo tinha planos de fazer investimentos importantes na fábrica, com a modernização do parque industrial para garantir a competitividade”, conta Lima.

 

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, nem uma, nem outra proposta foram para frente. “Desde fevereiro, estamos esperando o plano de recuperação da fábrica e nada até agora. Inclusive, eles prometeram que não demitiriam e não é o que está ocorrendo”, diz o superintendente de Logística.

 

Diante do agravamento da crise e da ameaça de fechamento da empresa, a secretaria vai tentar uma nova rodada de negociações para evitar o pior. “Vamos tentar uma reunião com os administradores da fábrica esta semana. O Estado tem interesse que a tecelagem se mantenha funcionando. Esse não é só um problema de ordem econômica, é também de ordem social. Como o presidente do sindicato disse, o fechamento seria o caos para o bairro de Fernão Velho”, afirma.   

 

A CRISE – A ameaça de fechamento voltou a rondar a Fábrica Carmen – tecelagem mais antiga em funcionamento no País – nos últimos meses. Na semana passada, a tecelagem, que emprega 380 pessoas do bairro de Fernão Velho e redondezas, deu “férias” – sem remuneração, nem garantia de volta ao trabalho – à metade de seus funcionários.

 

A alegação da direção da empresa é a de que está com dificuldades financeiras, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Fiação e Tecelagem de Alagoas, que diz ainda que a unidade fabril não vem honrando com os pagamentos quinzenais.

 

Além de problemas de gestão, um dos principais motivos da crise é a idade dos equipamentos da tecelagem. O parque industrial estaria obsoleto e sem condições de competir no mercado com outras empresas do ramo, segundo os trabalhadores.

Incorporadora Bueno Netto quer classe baixa

 

A incorporadora paulista Bueno Netto decidiu mudar o seu perfil de atuação para investir em imóveis populares. A meta é quintuplicar os lançamentos ainda este ano, o que elevará o valor geral de vendas da companhia a R$ 800 milhões (valor próximo ao das líderes de mercado Cyrela, Gafisa e Rossi).

 

Acostumada a investir em edifícios luxuosos em São Paulo, a incorporadora apostará em unidades que custarão entre R$ 70 e R$ 150 mil. Vinte e três empreendimentos para a classe C, D e E serão lançados em todo o país. Além do Sudeste, a empresa possui terrenos em estados como Amazonas e Pará.

 

Aqui no Nordeste, a Bueno Netto lança três empreendimentos este ano em Salvador – um no segmento de hotelaria e duas torres para o público executivo.