Estrangeiros devem investir mais de R$ 4 bi no Nordeste

É essa a previsão do Ministério do Turismo para investimentos internacionais na região Nordeste nos próximos dois anos. A expectativa é de que cerca de 150 empreendimentos hoteleiros sejam inaugurados.

Os portugueses lideram o ranking dos investidores com R$ 2,2 bilhões em projetos para os próximos três anos. Os espanhóis vêm depois, com uma previsão de investimentos de R$ 1,3 bilhão.

A Adit (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro) estima que a voracidade estrangeira por investimentos imobiliários na região movimente cerca R$ 16 bilhões nos em oito anos.

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Mais impostos para os usineiros

Sob o argumento de precisa reduzir a sonegação e adulteração de álcool na distribuição, o governo federal deve publicar uma medida provisória que transfere às usinas a parcela de PIS e Cofins que é paga pelas distribuidoras.

Hoje, quem produz paga uma alíquota de 3,65% e quem distribui paga 8,2%.

O setor sucroalcooleiro já gritou e se reúne quarta-feira no Ministério de Minas e Energia para tentar impedir a publicação da MP aumenta os impostos.

Renato Cunha, do Sindaçúcar de Pernambuco, acha que as usinas nordestinas serão as mais prejudicadas porque têm a produção menor.

Além disso, os preços baixos do etanol aumentariam o impacto de um aumento de carga tributária nesse momento

O problema insolúvel da aftosa

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Uma nova campanha contra a febre aftosa começa amanhã. E, apesar, de aparentemente as coisas estarem diferentes, as perspectivas são as mesmas dos anos anteriores. Nada deve mudar.

Desta vez, a expectativa de vacinação é de mais de um milhão de animais, que é uma cobertura de 100%, a mesma projeção das campanhas anteriores que nunca é atingida.

O governo também, mais uma vez, vai distribuir vacinas para pequenos criadores – ação criticada por muita gente do setor, já que o valor das vacinas não é alto e esse tipo de iniciativa cria uma dependência prejudicial.

A vacinação é importante, mas esse não é o grande entrave à necessária mudança de classificação do Estado. O problema é que a nossa Agência de Defesa Agropecuária só existe pró-forma.

Muito se lutou para a criação da Adeal, mas ela saiu do papel só pela metade. A questão da aftosa é uma das bandeiras desta gestão, mas não há avanços concretos. O concurso foi feito e ninguém foi nomeado. Como a agência vai funcionar sem corpo técnico?

E não é só isso, é preciso escritórios – com um sistema interligado com a capital – em todo o interior do Estado. Sem isso é impossível fazer o controle das guias de trânsito animal.

No mais, falta ainda uma articulação política por parte da bancada e do próprio governo do Estado. Há quem diga que essa mudança na classificação é hoje mais política do que técnica, já que há muito tempo não há registro da doença aqui em Alagoas.

Enquanto isso, os Estados vizinhos seguem como áreas livres ou avançam na mudança de classificação. Alagoas segue como ilha.

Ainda há uma chance, mas haverá tempo?

A três meses do prazo definido por lei para unificação da gestão previdenciária do funcionalismo público, surge uma chance do Estado de Alagoas não perder repasses federais.

O Ministério da Previdência diz que as unidades da federação que não tiverem implantado um sistema único de gestão, mas que tiver conseguido aprovar uma legislação não terá o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) suspenso.

Isso é uma boa notícia, mas significa que o governo do Estado terá que transpor algumas barreiras bem espessas no Legislativo, já que a matéria deve ser aprovada lá na Assembléia e até o dia 31 de junho.

Para isso, é preciso que o Executivo esteja prestes a finalizar uma legislação que institua a centralização da previdência estadual. Será que noventa dias serão suficientes para fazer tudo isso e escapar da suspensão do CRP?

Banco Azteca e rede Elektra chegam em Alagoas este ano

O banco mexicano Azteca, do bilionário Ricardo Salinas, acaba colocar seus pés na região Nordeste. A primeira unidade foi inaugurada anteontem na periferia do Recife junto com uma filial da loja Elektra.

A abertura do banco sem tarifa aconteceu em grande estilo, com direito à presença do presidente Lula e tudo mais.

 A marca Azteca chega ao país com a promessa de ser diferente na área das finanças. Para a abertura de conta, o banco não exigirá comprovação de renda nem cobrará tarifas. Bastará ter, no mínimo, R$ 10 para um depósito inicial.   

O lucro do banco tem como fonte a cobrança de juros e não as famigeradas tarifas. O foco são as operações de crédito, empréstimos pessoais e financiamentos na Elektra, que venderá móveis e eletroeletrônicos.

O valor mínimo do empréstimo é de R$ 200, as taxas de juros ficarão em cerca de 30% ao ano. A cobrança das prestações é semanal, ao invés de mensal. Quem tomar empréstimo de R$ 500 por um ano, por exemplo, pagará R$ 13 por 52 semanas.   

O banco Azteca e a marca Elektra chega ainda esta ano aqui em Alagoas. Sergipe e Rio Grande do Norte também receberão unidades do grupo mexicano.

Vendo navios no Prodetur Nacional

Enquanto o Rio Grande do Norte e o Ceará já solicitaram US$ 90 milhões – cada um – do “Prodetur Nacional”, o Estado de Alagoas quer tentar acessar ao “rescaldo” do Prodetur II.  

Conversei ontem com o secretário Virgínio Loureiro e ele me disse que o novo Programa de Desenvolvimento do Turismo – que tem uma linha de crédito de US$ 1 bilhão – ainda não está bem definido, apesar de já ter muita gente enviando projetos para análise.

“O programa está em fase de finalização de entendimentos. A parte técnica ainda não está definida, há pontos que não estão claros, como a questão das contrapartidas. Os estados estão identificando suas demandas”, afirma Loureiro.

A grande demanda alagoana é a infra-estrutura, diz ele. E justamente é esse o foco do Prodetur Nacional. No entanto, ainda não há previsão de quando nem como aderir ao programa, mas para acessar os recursos do Prodetur II, que tem como foco a gestão.

 “Nós, aqui, não conseguimos ter acesso ao aporte de recursos do Prodetur II como outros estados tiveram.O que está se conversando agora com o governo federal é uma forma de incluir quem não aproveitou o programa com o saldo restante, que é de cerca de US$ 200 milhões”, explica o secretário de Turismo. 

Tudo isso é importante, mas, colocando lado a lado, o que é prioritário: planos diretores ou estradas e saneamento básico?

Sara Lee fecha acordo com Maratá para expandir no NE

O grupo Maratá fechou um acordo para industrializar, empacotar e distribuir os produtos da gigante norte-americana Sara Lee, que pretende ganhar a região Nordeste.

A Sara Lee é a líder no varejo em vendas de café no Brasil e a Maratá é a terceira maior torrefadora do país. A linha de produtos da Sara Lee comercializada no Nordeste será processada na sede da Maratá, em Sergipe.

A multinacional – dona das marcas União, Pilão, Caboclo, Café do Ponto e Seleto – já utilizou a mesma estratégia para marcar presença no Rio de Janeiro e engrossa o grupo de grandes empresas que sobem para o Nordeste em busca do efervescente mercado consumidor da região.