Os chineses de novo?

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Eles já prometeram fábrica de barcos de pesca, uma montadora de veículos utilitários, cultivo e beneficiamento de bambu e até projetos de ostreicultura. Não foram poucas as vezes que missões chinesas e coreanas – lembram do mega-projeto de tecnologia Minority? – desembarcaram no Palácio dos Martírios prometendo tudo o que se pode imaginar.

E o número de investimentos malucos e milionários anunciados foi inversamente proporcional ao de negócios que vieram, de fato, para Alagoas. Aliás, a concretização de algum empreendimento desses se mostrou tão difícil quanto a pronúncia dos nomes dos “enviados” orientais ao Estado.

Quando a famosa missão à China do governo Lessa saiu em busca de empresas todo mundo riu e desmereceu. Quando os coreanos da Minority chegaram anunciando um investimento de US$ 300 milhões e acabaram aproveitando para vender computadores na Secretaria de Indústria e Comércio todo mundo fez piada. E merecidamente. Aquilo não podia ser sério.

Agora, diante do fracasso patente de Alagoas na atração de investimentos e da notória desaceleração da pouca indústria que ainda temos aqui, surge um “representante do representante” da embaixada chinesa dizendo que vai firmar uma parceria comercial com o Estado.

Eram dois representantes que estavam aqui de passagem – “tirando umas férias” (como informou o site oficial do governo) – e, ainda assim, de supetão, conseguiram mobilizar boa parte do primeiro escalão do executivo alagoano, além do próprio vice-governador (representando o titular).

O resultado da reunião [com direito à presença da discretíssima secretária da Fazenda, Fernanda Vilela e do senador João Tenório] foi além das promessas de investimentos. E adivinhem o que mais? O governo do Estado enviará uma missão à China munida dos nossos atrativos econômicos.

Para quem já viu e ouviu essa história antes só há uma conclusão: isso não pode ser sério!

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Gato escaldado em caldeira

O Ministério da Agricultura vai apertar o cerco aos usineiros que andam estocando açúcar e álcool por causa dos preços baixos. O governo federal promete acompanhar de perto os estoques do setor.   

O espião do governo é um programa chamado SapCana (Sistema de Acompanhamento da Produção Canavieira). Por meio dele as usinas terão que informar a cada quinzena o volume de moagem da cana e o mix de produção de açúcar e álcool. Além dessas informações, o programa coleta também dados sobre o destino dos produtos fabricados.

 Os dados serão repassados para a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A medida é para evitar crises de desabastecimento no país como ocorreram no passado, a exemplo do que houve com o álcool.

No último vagão do bonde do desenvolvimento

Além de Pernambuco, que, notoriamente, virou um chamariz de investimentos, mais um Estado entra numa rota de desenvolvimento importante, o Rio Grande do Norte. Pois é, o marco dessa ascendência potiguar é a obra do novo aeroporto.

Voltado para a vocação logística do Estado, o aeroporto de São Gonçalo do Amarante é apenas um de uma série de investimentos que o Rio Grande do Norte vai receber nos próximos dois anos. A meta é deixar o Estado atrativo para investimentos privados.

Os aportes anunciados totalizam R$ 15 bilhões em projetos turísticos, de infra-estrutura e dos setores de agricultura e energia. Além da melhoria estrutural para atender as necessidades do investidor, o governo potiguar criou um programa para subsidiar o preço do gás natural para quem quiser se instalar lá ou ampliar parques já existentes.

Resorts, hotéis, novas unidades de empresas como a Votorantim Cimentos e a Tupi – que são concorrentes – são alguns dos investimentos em andamento. Além disso, a Hering vai quintuplicar o volume de sua fábrica em Parnamirim e o Grupo Guararapes incrementará em 20% sua produção em Natal.

E Alagoas? Segue se vangloriando com coisas miúdas no último vagão do bonde do desenvolvimento que vem embalando o Nordeste.

Mais uma aquisição importante no mercado imobiliário

A imobiliária pernambucana Jairo Rocha – que vai colocar no mercado uma carteira no valor de R$ 700 milhões nos próximos dois anos – foi comprada pela empresa de intermediação e consultoria carioca Brasil Brokers.

 

A Brasil Brokers tem escritórios em dez Estados brasileiros e atua em 13. Aqui na região Nordeste já atua em Natal e Salvador. Agora, com a aquisição, não deve demorar a ampliar sua presença no mercado regional seguindo a estratégia de se fazer presente por meio das líderes de cada localidade.

Prova disso é que a marca da Jairo Rocha não será modificada e o ex-proprietário segue no cargo de diretor. A imobiliária pernambucana possui clientes de peso no Estado como a Moura Dubeux (que está chegando em Alagoas), a Queiroz Galvão e a Gabriel Bacelar.

A Brasil Brokers atua em todos os segmentos –  a classe A responde por 14% da sua carteira  e o cliente de baixa renda a 15%. O maior foco é na classe média. A empresa inicia no mercado pernambucano com planos de expandir rapidinho para o interior e Estados vizinhos. A Brokers tem cerca de 400 pontos de venda e uma carteira avaliada em R$ 35 bilhões.

Mudanças põem fim ao monopólio da CPLA

O novo contrato do Programa do Leite será firmado em fevereiro e traz novidades extremamente importantes para aqueles que deveriam mas nunca foram verdadeiramente beneficiados aqui em Alagoas. O Ministério do Desenvolvimento Social vem apertando o cerco a cada ano e agora impôs que uma parte significativa – 11 mil dos 53 mil litros de leite distribuídos diariamente – seja beneficiada pelos pronafianos.

Um golpe na Cooperativa dos Produtores de Leite de Alagoas (CPLA), que reúne 20 laticínios e que, apesar de cumprir com qualidade seu papel, acabou monopolizando o programa durante anos. E, como se sabe, todo monopólio é prejudicial, pois pode produzir verdadeiras aberrações, como, por exemplo, gente que não precisa e poderia muito bem estar competindo no mercado lucrar com dinheiro público.

Além das mudanças impostas pelo MDS, o Programa do Leite em Alagoas terá inovações positivas propostas pelo governo do Estado. Segundo o secretário adjunto de Agricultura, Jorge Dantas, conta que a próxima licitação – para um contrato de R$ 17 milhões – dividirá o Estado em quatorze regiões para que laticínios dessas localidades tenham condição de participar da concorrência.

“Da forma como era licitado – para o Estado todo – só a Cooperativa dos Produtores de Leite tinha condição de atender. Agora, dividido por região, qualquer laticínio que estiver com a documentação em dia e trabalhe exclusivamente com pronafianos pode participar da concorrência junto com a CPLA”, diz Dantas.

Segundo o secretário adjunto de Agricultura, a mudança na licitação teve uma outra motivação – o Estado recebeu denúncias de agricultores que não estavam recebendo o preço mínimo pelo leite fornecido, que é de R$ 0,65.

O presidente da CPLA, Ricardo Barbosa, rebate e diz que há uma articulação para “quebrar” a cooperativa. A mudança na licitação – que deve acabar pulverizando o volume destinado a cada laticínio dentro do programa. “Essas mudanças serão muito prejudiciais não só aos laticínios que investiram pesado para atender ao programa nesses últimos cinco anos, mas será negativo para o próprio programa, pois vai afetar a qualidade do produto e a estrutura de entrega. Pronafiano não tem controle, nem qualidade!”, o presidente da CPLA.

Independente de existir ou não um plano para desestabilizar a CPLA, o fato é que as mudanças devem afetar fortemente as indústrias de beneficiamento que atendem hoje o Programa do Leite. Dos vinte laticínios da cooperativa apenas cinco atuam também no mercado de derivados do leite – o que lhes dá mais independência e força para suportar um abalo como o que está por vir.

Preço infla contrapartida do Estado no Programa do Leite

Com uma contrapartida oficial de 20% no Programa do Leite o governo do Estado tem feito malabarismo para segurar o aumento do produto nos últimos meses. O preço subiu assustadoramente, mas o valor que o governo federal repassa pelo litro de leite continuou o mesmo.

Segundo o secretário adjunto de Agricultura, Jorge Dantas, o valor que o Estado tem colocado no programa hoje equivale a 40% e não a 20% da contrapartida. Como um novo contrato está para ser celebrado em fevereiro, a expectativa é que isso seja corrigido, mas não há qualquer garantia. “O leite não custa mais um real”, observa Dantas.

 Além dessa correção, o Estado espera mais do governo federal – uma ampliação no volume distribuído de 53 mil litros de leite por dia para 100 mil litros.

Curso Administração da Ufal abre vagas para transferência e reopção

 

O Curso de Administração da UFAL – modalidade à distância – abriu Edital disponibilizando 100 vagas para transferência, reopção e equivalência. Podem se inscrever alunos de cursos afins (no caso de transferência e reopção) e diplomados em outros cursos, no caso de equivalência.

 

O curso à distância é uma nova e modalidade de ensino onde o aluno faz o seu curso por meio da internet e também com aulas presenciais. O nível do curso é equivalente ao presencial e a maioria dos docentes é portador do título de doutor.

O diploma tem a mesma validade e os mesmo direitos do curso presencial. As inscrições vão até o dia 31 de janeiro. Os interessados devem procurar o Departamento de Registro e Controle Acadêmico no prédio da Reitoria, ou ligar para o DRCA (3214-1019), a Coordenação de Administração à distância (3214-1234), ou FEAC (3214-1222).